Avanços no Imposto de Renda, reajuste salarial já garantido e uma agenda intensa de articulação sindical se combinam, neste início de ano, com a necessidade de manter vigilância total diante da reforma administrativa.
Isenção do IR e reajuste garantido: avanços concretos no início de 2026
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, em vigor desde o começo do ano, é um exemplo claro de medida com impacto direto no orçamento dos trabalhadores. A nova regra isenta rendimentos de até R$ 5 mil e cria um desconto progressivo para salários de até R$ 7.350. No Executivo Federal, os números mostram a dimensão do efeito: mais de 320 mil servidores serão beneficiados, entre ativos, aposentados e pensionistas. Desse total, cerca de 142 mil deixam de pagar Imposto de Renda, enquanto outros 178 mil passam a ter redução no valor descontado mensalmente.
Entre aposentados com mais de 65 anos, o impacto é ainda maior, já que a isenção regular se soma ao abatimento adicional previsto em lei. O resultado é um alívio importante para quem enfrenta renda comprimida e aumento constante do custo de vida. Esses dados também ajudam a desmontar a narrativa dos "supersalários", frequentemente usada para justificar ataques ao funcionalismo: a maioria dos servidores federais está concentrada exatamente nas faixas agora beneficiadas.
Esse alívio no bolso se soma a outra conquista já assegurada: o reajuste de 5% a partir de abril de 2026, conforme os acordos firmados em 2024 com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O percentual completa o ciclo de recomposição iniciado após anos de congelamento, com reajustes aplicados em 2023, 2025 e agora em 2026. No conjunto, os acordos garantem ganho real no período e incluem avanços importantes nos benefícios, como o auxílio-alimentação, que saiu de um longo congelamento e terá nova reposição inflacionária neste ano.
Confira a íntegra das propostas e tabelas salariais AQUI.
Ao mesmo tempo, é preciso ter clareza sobre os limites desses avanços. Persistem distorções entre carreiras, critérios que favoreceram determinados segmentos e a exclusão parcial de aposentados e pensionistas em algumas mesas de negociação. Por isso, as conquistas não encerram a luta. Elas reforçam a necessidade de organização permanente para corrigir desigualdades históricas e avançar em pautas estruturais, como a equiparação de benefícios e a criação do auxílio-nutrição para aposentados.
Organização e unidade antes da retomada do Congresso
A próxima semana será muito importante para a organização do enfrentamento da PEC 38. Na próxima segunda-feira, 19 de janeiro, acontece a Plenária Nacional das Três Esferas da CUT, reunindo servidores federais, estaduais e municipais para alinhar estratégias e fortalecer a unidade no enfrentamento à PEC 38. A experiência recente mostrou que essa unidade produz resultados concretos: a mobilização organizada já levou à retirada de dezenas de assinaturas da proposta no Congresso.
No fim mesma semana, no dia 22 de janeiro, será realizada a Plenária Nacional da Condsef/Fenadsef, espaço central para consolidar as prioridades da Campanha Salarial 2026, avaliar a conjuntura política e definir o plano de lutas. As deliberações desse encontro vão orientar a atuação da bancada sindical na Mesa Nacional de Negociação Permanente e preparar a categoria para um período de intensificação das disputas no Parlamento.
Essa organização ganha ainda mais importância diante do cenário da reforma administrativa. Embora a PEC 38 tenha perdido força e dificilmente avance no curto prazo, o risco está longe de desaparecer. A proposta segue representando um ataque estrutural às carreiras públicas, ao concurso público, à estabilidade e à qualidade dos serviços prestados à população. O fato de estar temporariamente contida é resultado direto da pressão social — não de recuo espontâneo de seus defensores.
O recado deste início de 2026 é evidente: as conquistas existem e importam, mas só se sustentam com organização, unidade e mobilização permanente. As próximas semanas serão decisivas para transformar avanços pontuais em direitos consolidados e para impedir que projetos de desmonte do Estado voltem a avançar. 2026 já começou, a luta segue em curso e exige participação ativa da categoria, desde já.
Isenção do IR e reajuste garantido: avanços concretos no início de 2026
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, em vigor desde o começo do ano, é um exemplo claro de medida com impacto direto no orçamento dos trabalhadores. A nova regra isenta rendimentos de até R$ 5 mil e cria um desconto progressivo para salários de até R$ 7.350. No Executivo Federal, os números mostram a dimensão do efeito: mais de 320 mil servidores serão beneficiados, entre ativos, aposentados e pensionistas. Desse total, cerca de 142 mil deixam de pagar Imposto de Renda, enquanto outros 178 mil passam a ter redução no valor descontado mensalmente.
Entre aposentados com mais de 65 anos, o impacto é ainda maior, já que a isenção regular se soma ao abatimento adicional previsto em lei. O resultado é um alívio importante para quem enfrenta renda comprimida e aumento constante do custo de vida. Esses dados também ajudam a desmontar a narrativa dos "supersalários", frequentemente usada para justificar ataques ao funcionalismo: a maioria dos servidores federais está concentrada exatamente nas faixas agora beneficiadas.
Esse alívio no bolso se soma a outra conquista já assegurada: o reajuste de 5% a partir de abril de 2026, conforme os acordos firmados em 2024 com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O percentual completa o ciclo de recomposição iniciado após anos de congelamento, com reajustes aplicados em 2023, 2025 e agora em 2026. No conjunto, os acordos garantem ganho real no período e incluem avanços importantes nos benefícios, como o auxílio-alimentação, que saiu de um longo congelamento e terá nova reposição inflacionária neste ano.
Confira a íntegra das propostas e tabelas salariais AQUI.
Ao mesmo tempo, é preciso ter clareza sobre os limites desses avanços. Persistem distorções entre carreiras, critérios que favoreceram determinados segmentos e a exclusão parcial de aposentados e pensionistas em algumas mesas de negociação. Por isso, as conquistas não encerram a luta. Elas reforçam a necessidade de organização permanente para corrigir desigualdades históricas e avançar em pautas estruturais, como a equiparação de benefícios e a criação do auxílio-nutrição para aposentados.
Organização e unidade antes da retomada do Congresso
A próxima semana será muito importante para a organização do enfrentamento da PEC 38. Na próxima segunda-feira, 19 de janeiro, acontece a Plenária Nacional das Três Esferas da CUT, reunindo servidores federais, estaduais e municipais para alinhar estratégias e fortalecer a unidade no enfrentamento à PEC 38. A experiência recente mostrou que essa unidade produz resultados concretos: a mobilização organizada já levou à retirada de dezenas de assinaturas da proposta no Congresso.
No fim mesma semana, no dia 22 de janeiro, será realizada a Plenária Nacional da Condsef/Fenadsef, espaço central para consolidar as prioridades da Campanha Salarial 2026, avaliar a conjuntura política e definir o plano de lutas. As deliberações desse encontro vão orientar a atuação da bancada sindical na Mesa Nacional de Negociação Permanente e preparar a categoria para um período de intensificação das disputas no Parlamento.
Essa organização ganha ainda mais importância diante do cenário da reforma administrativa. Embora a PEC 38 tenha perdido força e dificilmente avance no curto prazo, o risco está longe de desaparecer. A proposta segue representando um ataque estrutural às carreiras públicas, ao concurso público, à estabilidade e à qualidade dos serviços prestados à população. O fato de estar temporariamente contida é resultado direto da pressão social — não de recuo espontâneo de seus defensores.
O recado deste início de 2026 é evidente: as conquistas existem e importam, mas só se sustentam com organização, unidade e mobilização permanente. As próximas semanas serão decisivas para transformar avanços pontuais em direitos consolidados e para impedir que projetos de desmonte do Estado voltem a avançar. 2026 já começou, a luta segue em curso e exige participação ativa da categoria, desde já.
Juntos somos mais FORTES!
